Odontologia
UM POUCO A RESPEITO DA ODONTOLOGIA EQUINA
Ao longo dos anos, a odontologia equina evoluiu significativamente, passando de uma prática rudimentar, para uma especialidade veterinária, altamente especializada e crucial para o manejo adequado dos equinos.
Um cavalo adulto pode ter de 36 à 44 dentes permanentes, a depender de raça e idade; compostos por:
Incisivos: 12 dentes, responsáveis pela apreensão e corte do alimento;
Caninos: localizados atrás dos incisivos. Geralmente os machos possuem de 2 a 4 dentes e as fêmeas podem ter 2 ou nenhum. Desempenham um papel limitado na mastigação;
Pré-molares: são os dentes intermediários entre caninos e molares. Os cavalos adultos geralmente apresentam 12 pré-molares (sendo 3 em cada hemiarcada, superior/inferior, direita/esquerda).
Molares: no mesmo padrão dos pré-molares, sendo normalmente 3 em cada hemiarcada, totalizando 12 dentes. Dentes pré-molares e molares possuam a função de mastigação e trituração dos alimentos, tanto concentrado (ração), quanto volumoso (capim/feno).
Dentes incisivos e pré-molares compõem a dentição de leite (primeiros dentes do potro) e são substituídos pelos incisivos e pré-molares permanentes, em alguns casos, necessitando de extração das "capas" (dentes de leite), pelo veterinário. Por outro lado, os dentes caninos e molares nascem de forma mais tardia, porém em dentição permanente.
"Dente de lobo", o que é?
Considerado como o primeiro pré-molar, sendo um dente vestigial (com perda de função ao longo da evolução da espécie, por mudanças em dieta e hábitos alimentares), em muitos casos, não estão presentes em todos os equinos. Atualmente , quando presentes, são extraídos por um médico veterinário especializado em odontologia equina.
A odontologia equina abrange uma ampla gama de procedimentos, desde exames de rotina, limpezas dentárias, à tratamentos específicos, como extrações intra orais, cirurgias intra e extra orais, ajuste oclusal fino, afecções dentarias, entre outros. A periodicidade recomentada para a odontoplastia com ajuste oclusal fino, extração de "capas" e "dentes de lobo", varia de 6 meses a 1 ano, sob orientação do médico veterinário responsável e necessidade do animal.
Normalmente realizadas a campo, com pré sedação, sedação e analgesia local. Em casos mais complexos é analisada a necessidade de deslocamento do animal para centros especializados, como temos em nosso espaço localizado em Ibiúna, interior de São Paulo. (cirurgia e pós cirúrgico)
Para os procedimentos de odontologia equina atual, podemos citar os sedativos e analgésicos específicos, equipamentos de imagem para radiografia, oroscópio e endoscópio para exploração intraoral e septo nasal, respectivamente, canetas odontológicas equinas, além de uma gama de extratores e ferramentas anatômicas.
Por que eu devo "fazer os dentes" do meu cavalo? (odontoplastia)
A apreensão, corte e mastigação do volumoso, como única fonte de alimentação dos equinos, asininos e muares, a campo- na essência da espécie, permitia o desgaste natural dos dentes, através de uma mastigação em excursão lateral (mecânica, movimentos circulares - próximo a 180 graus, e abrasiva - através da sílica presente neste capim). Em decorrência da domesticação, com a mudança dos hábitos alimentares, tanto em composição, quanto em "formato do alimento" (a exemplo do volumoso picado), perde-se a etapa de apreensão e corte do capim, bem como a mastigação deixa de ser em excursão lateral e passa à rostro-caudal ("para frente" e "para trás", sem lateralidade) - predispondo à formação de ganchos nos dentes pré-molares e molares, perdendo a harmonia oclusal.
Sintomas clássicos apresentados quando há necessidade de cuidado odontológico: Mudanças no padrão alimentar como lentidão, não ingerir todo o alimento concentrado do cocho - podendo até haver recusa deste, optando apenas pelo volumoso, bebedouro com ração; perda de peso, salivação excessiva, mau hálito, descarga nasal, desempenho reduzido (atlético ou relutância à embocadura), irritabilidade em geral.
Em resumo, esta especialidade na medicina veterinária, visa a qualidade de vida do animal, desde a promoção da saúde bucal (prevenindo e/ou tratando lesões ulcerativas, aftas provenientes do PEED - "ponta excessiva de esmalte dentária"), melhora na mastigação (garantindo a excursão lateral - movimento fisiológico da mastigação equina), prevenção de problemas dentários (perda prematura de dentes, cáries, fraturas, entre outros), melhora no desempenho (mastigação correta é premissa básica para uma adequada digestão e aproveitamento dos alimentos ingeridos, minimizando ocorrência de gastrite, além de redução da predisposição à síndrome cólica; garantindo também o conforto para embocaduras) e bem estar do animal em geral.
Um cavalo adulto pode ter de 36 à 44 dentes permanentes, a depender de raça e idade; compostos por:
Incisivos: 12 dentes, responsáveis pela apreensão e corte do alimento;
Caninos: localizados atrás dos incisivos. Geralmente os machos possuem de 2 a 4 dentes e as fêmeas podem ter 2 ou nenhum. Desempenham um papel limitado na mastigação;
Pré-molares: são os dentes intermediários entre caninos e molares. Os cavalos adultos geralmente apresentam 12 pré-molares (sendo 3 em cada hemiarcada, superior/inferior, direita/esquerda).
Molares: no mesmo padrão dos pré-molares, sendo normalmente 3 em cada hemiarcada, totalizando 12 dentes. Dentes pré-molares e molares possuam a função de mastigação e trituração dos alimentos, tanto concentrado (ração), quanto volumoso (capim/feno).
Dentes incisivos e pré-molares compõem a dentição de leite (primeiros dentes do potro) e são substituídos pelos incisivos e pré-molares permanentes, em alguns casos, necessitando de extração das "capas" (dentes de leite), pelo veterinário. Por outro lado, os dentes caninos e molares nascem de forma mais tardia, porém em dentição permanente.
"Dente de lobo", o que é?
Considerado como o primeiro pré-molar, sendo um dente vestigial (com perda de função ao longo da evolução da espécie, por mudanças em dieta e hábitos alimentares), em muitos casos, não estão presentes em todos os equinos. Atualmente , quando presentes, são extraídos por um médico veterinário especializado em odontologia equina.
A odontologia equina abrange uma ampla gama de procedimentos, desde exames de rotina, limpezas dentárias, à tratamentos específicos, como extrações intra orais, cirurgias intra e extra orais, ajuste oclusal fino, afecções dentarias, entre outros. A periodicidade recomentada para a odontoplastia com ajuste oclusal fino, extração de "capas" e "dentes de lobo", varia de 6 meses a 1 ano, sob orientação do médico veterinário responsável e necessidade do animal.
Normalmente realizadas a campo, com pré sedação, sedação e analgesia local. Em casos mais complexos é analisada a necessidade de deslocamento do animal para centros especializados, como temos em nosso espaço localizado em Ibiúna, interior de São Paulo. (cirurgia e pós cirúrgico)
Para os procedimentos de odontologia equina atual, podemos citar os sedativos e analgésicos específicos, equipamentos de imagem para radiografia, oroscópio e endoscópio para exploração intraoral e septo nasal, respectivamente, canetas odontológicas equinas, além de uma gama de extratores e ferramentas anatômicas.
Por que eu devo "fazer os dentes" do meu cavalo? (odontoplastia)
A apreensão, corte e mastigação do volumoso, como única fonte de alimentação dos equinos, asininos e muares, a campo- na essência da espécie, permitia o desgaste natural dos dentes, através de uma mastigação em excursão lateral (mecânica, movimentos circulares - próximo a 180 graus, e abrasiva - através da sílica presente neste capim). Em decorrência da domesticação, com a mudança dos hábitos alimentares, tanto em composição, quanto em "formato do alimento" (a exemplo do volumoso picado), perde-se a etapa de apreensão e corte do capim, bem como a mastigação deixa de ser em excursão lateral e passa à rostro-caudal ("para frente" e "para trás", sem lateralidade) - predispondo à formação de ganchos nos dentes pré-molares e molares, perdendo a harmonia oclusal.
Sintomas clássicos apresentados quando há necessidade de cuidado odontológico: Mudanças no padrão alimentar como lentidão, não ingerir todo o alimento concentrado do cocho - podendo até haver recusa deste, optando apenas pelo volumoso, bebedouro com ração; perda de peso, salivação excessiva, mau hálito, descarga nasal, desempenho reduzido (atlético ou relutância à embocadura), irritabilidade em geral.
Em resumo, esta especialidade na medicina veterinária, visa a qualidade de vida do animal, desde a promoção da saúde bucal (prevenindo e/ou tratando lesões ulcerativas, aftas provenientes do PEED - "ponta excessiva de esmalte dentária"), melhora na mastigação (garantindo a excursão lateral - movimento fisiológico da mastigação equina), prevenção de problemas dentários (perda prematura de dentes, cáries, fraturas, entre outros), melhora no desempenho (mastigação correta é premissa básica para uma adequada digestão e aproveitamento dos alimentos ingeridos, minimizando ocorrência de gastrite, além de redução da predisposição à síndrome cólica; garantindo também o conforto para embocaduras) e bem estar do animal em geral.